A Conferência Horizonte Digital se tornou palco de discussões cruciais sobre o futuro do setor financeiro, com um foco especial na colaboração entre fintechs e bancos tradicionais. A sinergia entre essas duas forças emergentes é vista como um caminho promissor para ampliar a inclusão financeira, um desafio persistente em muitas economias. Especialistas reunidos no evento destacaram como a agilidade e a inovação das fintechs, aliadas à solidez e à base de clientes dos bancos estabelecidos, podem criar soluções mais acessíveis e eficazes para populações historicamente desassistidas.
Um dos pontos centrais abordados foi a complementaridade das competências. Enquanto as fintechs se destacam na criação de experiências de usuário intuitivas, na oferta de produtos digitais personalizados e na utilização de tecnologias de ponta como inteligência artificial e blockchain, os bancos tradicionais possuem a infraestrutura, a confiança do público e o conhecimento regulatório acumulado ao longo de décadas. Essa união estratégica permite que as inovações cheguem mais rapidamente ao mercado, superando barreiras burocráticas e de aceitação.
O evento também ressaltou a importância de plataformas abertas e APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) como facilitadoras dessa colaboração. Através delas, fintechs podem integrar seus serviços aos canais dos bancos, e vice-versa, oferecendo um leque mais amplo de opções aos consumidores. Essa interoperabilidade não só melhora a experiência do cliente, mas também abre portas para novos modelos de negócio, como a oferta de microcrédito, seguros e investimentos para segmentos que antes não tinham acesso a esses serviços.
A inclusão financeira foi discutida sob a ótica de redução de custos e democratização do acesso a serviços essenciais. A tecnologia permite oferecer contas digitais sem tarifas, empréstimos com taxas mais justas e ferramentas de gestão financeira pessoal a um custo muito inferior ao praticado tradicionalmente. Ao trabalharem juntas, fintechs e bancos podem escalonar essas soluções, alcançando milhões de brasileiros que ainda dependem de serviços informais ou enfrentam dificuldades para acessar o sistema financeiro formal.
Em suma, o Horizonte Digital consolidou a ideia de que a colaboração é o futuro. A busca por sinergia entre fintechs e bancos não é apenas uma estratégia de mercado, mas uma necessidade para construir um setor financeiro mais equitativo e acessível a todos. As parcerias que se formarem a partir dessas discussões prometem acelerar a jornada rumo à completa inclusão financeira no país, beneficiando tanto os consumidores quanto a economia como um todo.


